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Investigador é indiciado por estupro e abuso de autoridade contra detenta em Sorriso

A Polícia Civil de Mato Grosso informou nesta sexta-feira (6) que concluiu o inquérito que apura o estupro de uma mulher presa, na delegacia em Sorriso (MT). O investigador Manoel Batista da Silva foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, após exames periciais confirmarem o abuso sexual. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e Ministério Público (MPMT) para prosseguimento da ação penal.

As investigações tiveram início em dezembro de 2025, após a Delegacia de Sorriso receber uma requisição do MPMT, noticiando que uma mulher teria sido abusada sexualmente no interior da unidade policial por um investigador de polícia, enquanto estava presa.

O investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva indiciado por estupro e abuso de autoridade. – Foto: Reprodução.

O fato teria ocorrido enquanto a mulher se encontrava custodiada pelo crime de homicídio. Segundo a Polícia Civil, foi imediatamente instaurado inquérito para apuração dos fatos. Foram ouvidos outras detentas, que compartilhavam cela com a vítima, e policiais plantonistas, inclusive Manoel.

Durante as investigações, foram requisitados exames periciais, dentre eles o confronto do material genético do investigado com o material biológico coletado da vítima, que confirmou o crime. Ainda segundo o advogado Walter Rapuano, defesa da detenta, Manoel teria praticado o crime ao menos quatro vezes contra ela.

O investigador foi preso preventivamente no dia 1º de fevereiro deste ano e encaminhado para a Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, após passar por audiência de custódia. A Delegacia de Sorriso solicitou ainda a expedição de mandado de busca e apreensão e pela quebra de sigilo de dados telefônicos.

A Delegacia de Sorriso representou pela revogação da prisão temporária da mulher vítima do estupro, para que ela pudesse responder em liberdade até a conclusão do inquérito que apura o homicídio pelo qual ela é investigada e que segue em andamento. Segundo a Polícia Civil, a suspeita está foragida e teve outro mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de tortura e organização criminosa.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil instarou um procedimento administrativo disciplinar para as devidas providências legais que o caso requer. A Polícia Civil reforçou que agiu de forma transparente e reforçou que não pactua com servidores que cometem crimes, além de não tolerar desvios de conduta de seus profissionais, bem como todas as ocorrências são apuradas com rigor.

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