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IPVA pode virar armadilha financeira se a escolha for errada, alerta especialista

Janeiro chega com uma sequência de contas importantes, e o IPVA costuma aparecer logo no começo. Pagar tudo de uma vez, aproveitando o desconto, ou dividir o valor ao longo dos meses parece uma decisão simples, mas nem sempre é. A escolha costuma depender menos do imposto e mais de como esse pagamento conversa com o orçamento, com o dinheiro disponível em caixa e com outras despesas típicas do início do ano, como IPTU, escola, seguros e cartão de crédito. Olhar esse cenário completo ajuda a fazer escolhas mais tranquilas.

“O pagamento à vista pode ser interessante quando existe desconto e quando esse valor não faz falta nos meses seguintes”, afirma Diego Endrigo, planejador financeiro CFP® pela Planejar. Para ele, o desconto funciona como um ganho imediato, parecido com um retorno certo, mas só vale a pena quando a pessoa continua com margem financeira para cobrir despesas do dia a dia e lidar com imprevistos. Sem essa folga, o benefício inicial tende a perder sentido rapidamente.

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Antes de decidir, algumas perguntas ajudam a clarear o caminho. O dinheiro está disponível sem apertar contas básicas? O desconto é maior do que o rendimento que esse valor teria se ficasse investido? Existem outras despesas fortes em janeiro? A reserva de emergência está organizada? Também vale checar se o parcelamento é mesmo sem juros e se as parcelas continuam cabendo no orçamento, mesmo se surgir algum imprevisto ao longo do mês.

“Muita gente paga à vista apenas para tirar o IPVA da frente, sem olhar o efeito disso no caixa”, diz Endrigo. Segundo ele, a decisão deixa de ser boa quando o pagamento integral reduz tanto a liquidez que a pessoa acaba recorrendo ao cartão de crédito ou ao cheque especial para cobrir outras despesas. Nesse cenário, o desconto do imposto acaba sendo neutralizado pelos juros pagos depois.

Usar a reserva de emergência para quitar o IPVA, na maioria das vezes, não é o melhor caminho. O imposto é uma despesa previsível e deveria entrar no planejamento ao longo do ano. Quando a reserva começa a ser usada para contas esperadas, surge o risco de ela desaparecer aos poucos, justamente quando seria mais necessária para situações inesperadas, como perda de renda ou gastos médicos.

“Há situações pontuais em que isso pode fazer sentido, como uma perda recente de renda somada a um desconto muito alto”, explica o especialista. Mesmo nesses casos, ele recomenda ter um plano claro para recompor a reserva em poucos meses. Sem esse cuidado, a sensação de alívio inicial pode dar lugar a mais aperto financeiro adiante.

Para quem escolher parcelar, o tamanho das parcelas faz diferença. Uma referência comum é manter o valor mensal do IPVA dentro de algo entre 5% e 7% da renda, considerando todas as outras contas do período. Autônomos e freelancers, que lidam com renda variável, costumam se sentir mais confortáveis com o parcelamento sem juros, por preservar caixa e previsibilidade. Com organização, o IPVA deixa de ser um peso e passa a ser apenas mais uma conta administrável no começo do ano.

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