O ex-deputado e ex-conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) João Leite Schimidt (PDT) falou, em entrevista ao podcast Política de Primeira, sobre as Eleições 2018, em que Juiz Odilon foi ao segundo turno com o então governador Reinaldo Azambuja na disputa pelo Executivo estadual.
Em setembro, o juiz federal aposentado afirmou ao podcast que foi desprezado totalmente pelo PDT e que não teve “um tostão do partido para disputar o segundo turno”. Schimidt respondeu. (assista ao vídeo abaixo)
“Quando chegou no final que ele poderia ganhar, porque ele era novidade, ele me chamou e chamou o Dagoberto [Nogueira] lá no escritório, que era meu. E falou: quero dizer que não preciso mais de vocês, vocês estão dispensados da minha campanha. Tudo bem”, declarou Schimidt.
“Eu votei nele, Dagoberto votou nele, não ia sair fazendo: oh oh, o cara… Não sou disso, tinha que manter a coerência. Continuei apoiando. Não fazia mais campanha, mas aonde eu ia, dizia que meu candidato era o Odilon.”
“Até porque o partido, o [Carlos] Lupi [presidente nacional do PDT], eu era o presidente aqui, o Lupi tinha que falar comigo. Manda 500 mil pra ele, e mandou 500 mil pra ele na época. Como é que o partido não ajudou? Teve ajuda. Foi 500 mil reais que o Lupi mandou pra ele.”
Schimidt garantiu que não se arrepende de ter dado a legenda para Juiz Odilon disputar o governo em 2018. “Política é uma coisa dinâmica. O momento era aquele. Eu uma vez escrevi uma nota dizendo o seguinte: o PDT, como toda casa, tem porta pro cara entrar e pro cara sair. Ele entrou e saiu.”
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