O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para investigar os danos ambientais provocados pelo rompimento de uma barragem na zona rural de Terenos, ocorrido em abril de 2024. O objetivo do procedimento é garantir a adoção de medidas emergenciais e a recuperação integral da área degradada.
As apurações indicam que o colapso da estrutura comprometeu a integridade do Córrego Indaiá. Com a força da enxurrada, a área anteriormente alagada foi transformada em um depósito de lama e sedimentos, atingindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e provocando impactos ambientais a jusante.
De acordo com relatórios do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a ruptura ocorreu após um período de chuvas intensas e acima da média histórica.
O cenário foi agravado por intervenções viárias recentes que alteraram o fluxo natural das águas pluviais na região.
A combinação desses fatores resultou na concentração excessiva de água no reservatório, acelerando processos de assoreamento e erosão, até o colapso do extravasor central da barragem.
Diante da gravidade do caso, o Imasul aplicou multas que somam mais de R$ 270 mil e emitiu notificações determinando a adoção imediata de medidas mitigatórias.
Entre as exigências estão a apresentação de laudo técnico conclusivo, a elaboração de um plano de descaracterização da barragem e a implementação de um Projeto de Recuperação de Área Degradada (Prada).
As investigações também apontam que alterações no sistema de drenagem decorrentes da pavimentação da rodovia MS-352 contribuíram para a sobrecarga hídrica do reservatório, fator que pode ter colaborado diretamente para o rompimento da estrutura.