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Mulher estuprada por investigador dentro de delegacia foi presa por engano

A mulher que foi estuprada, quatro vezes, dentro de uma Delegacia da Polícia Civil na cidade de Sorriso (420 km de Cuiabá), foi presa por suposto envovimento num assassinato na região. No entanto, as investigações revelaram que ela não tinha nada a ver com o crime.

O abuso foi cometido pelo investigador Manoel Batista da Silva, 52 anos, que foi preso no último domingo, 01 de fevereiro, no município.

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A reportagem apurou, que um motorista de aplicativo teria apontado a mulher como integrante do grupo que assassinou um homem na cidade. Com isso, a Polícia Civil representou pela prisão temporária dela.

“Durante o deslinde das investigações, apurou-se que uma das testemunhas, possivelmente prestou informações falsas sobre a sua participação no delito em questão. Isso posto, surgem dúvidas quanto à veracidade de seus depoimentos, incluindo a alegações feitas de eventual participação da referida investigada”, diz trecho do pedido feito pela Polícia Civil.

“Considerando tais circunstâncias e com o intuito de evitar adoção de medida cautelar excessiva ou indevida, entende-se ser prudente a revogação de sua prisão temporária, ao menos, neste momento, até que novos esclarecimentos possam ser obtidos”.

No entanto, em seu depoimento, ela teria negado envolvimento no crime e teria colocado em cheque alguns pontos da versão do motorista. Com isso, a autoridade policiais pediu a revogação da prisão dela por entender que de fato ela não tem nada a ver.

A solicitação foi acatada pelo Judiciário de Mato Grosso.

Relembre o caso

O estupro aconteceu entre a noite do dia 09 e a madrugada do dia 10 de dezembro do ano passado. A vítima foi estuprada quatro vezes durante o plantão do suspeito na delegacia.

Após o último ataque, ela afirmou que foi ameaçada por Manoel. O investigador teria dito que mataria a filha da detenta, menor de idade, caso ela o denunciasse.

Ao sair da prisão, no dia 12 de dezembro, ela procurou o Ministério Público do Estado, acompanhada do advogado de defesa, para fazer a denúncia.

Exames periciais foram realizados e o DNA do investigador foi encontrado no corpo da vítima, confirmando o estupro. Manoel foi preso preventivamente no último domingo, 1º de fevereiro, na casa dele.

O caso segue em investigação.

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