O mercado brasileiro de soja seguiu travado, com negociações restritas a pequenos lotes e preços considerados fracos. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, praticamente não houve ofertas para janeiro, enquanto os negócios avançaram de forma lenta.
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Segundo o analista, as indicações para fevereiro surgiram em níveis de preços que não agradam o produtor, que tende a direcionar totalmente sua atenção ao avanço da colheita nas próximas semanas.
No cenário externo, a Bolsa de Chicago operou em queda, os prêmios ficaram mais fracos e o dólar apresentou apenas pequenas oscilações ao longo do dia. O resultado foi um ambiente de cotações mais baixas de forma generalizada.
Preços de soja Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 131 para R$ 126
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 132 para R$ 127
- Cascavel (PR): caiu de R$ 122 para R$ 120
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 115 para R$ 113
- Dourados (MS): caiu de R$ 115 para R$ 112
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 115 para R$ 111
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 132 para R$ 131
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 134 para R$ 130
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelas preocupações com novos atritos comerciais entre Estados Unidos e União Europeia, além do cenário de ampla oferta global. As perdas foram parcialmente limitadas pela desvalorização do dólar frente a outras moedas e pela alta do petróleo no mercado internacional.
USDA
Exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao USDA a venda de 190 mil toneladas de farelo de soja para as Filipinas, com entrega prevista para a temporada 2025/26. As inspeções de exportação norte-americanas somaram 1,336 milhão de toneladas na semana encerrada em 15 de janeiro, abaixo do volume da semana anterior, mas acima do registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, os embarques seguem abaixo do ciclo anterior.
O contrato março da soja em grão fechou a US$ 10,53 por bushel, com queda de 0,44%, enquanto a posição maio encerrou a US$ 10,64 por bushel, com recuo de igual magnitude. Entre os derivados, o farelo subiu, enquanto o óleo registrou leve baixa.
Câmbio
O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,3795 para venda. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3591 e R$ 5,4086, mantendo influência limitada sobre a formação dos preços domésticos da soja.
O post Negócios seguem travados para a soja; houve alguma região com alta nas cotações? apareceu primeiro em Canal Rural.
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