Mais dinheiro no bolso da população e mais desafios para o planejamento das prefeituras. O reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 deve movimentar a economia dos municípios de Mato Grosso, com um impacto financeiro anual estimado em R$ 49,05 milhões apenas entre servidores municipais que ganham até 1,5 salário mínimo, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O levantamento não abrange todo o quadro funcional das prefeituras, já que os municípios possuem servidores com diferentes faixas salariais. A projeção da CNM considerou apenas 23.224 servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo.
A atualização do piso deve ser incorporada às despesas de pessoal e às projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Além do efeito administrativo, o reajuste do salário mínimo alcança trabalhadores do setor privado, aposentados e beneficiários de programas vinculados ao piso, ampliando a renda disponível e estimulando o consumo nos municípios.
Em cidades de porte médio, como Primavera do Leste, com cerca de 92 mil habitantes, segundo o IBGE, esse movimento tende a fortalecer o comércio e os serviços, gerando reflexos positivos na arrecadação, especialmente em tributos ligados ao consumo e ao ISS.
Nos municípios de pequeno porte, como Araguainha, com 1.006 habitantes, de acordo com o IBGE, o efeito ocorre em menor escala, mas segue a mesma lógica: mais renda em circulação contribui para sustentar a atividade econômica local.
O reajuste do salário mínimo entrou em vigor em 1º de janeiro. O aumento é de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518.
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