O combate aos crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes tem se intensificado em Mato Grosso nos últimos anos. Dados da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER), da Polícia Federal, apontam que o número de operações no Estado saltou de 10, em 2023, para 43, em 2025 mais que quadruplicando no período.
Entre os municípios que já foram alvos de operações estão Alta Floresta, Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Várzea Grande, Cáceres, Barra do Garças, Campo Verde, Itiquira, Nova Xavantina, Paranatinga, Pontes e Lacerda, Reserva do Cabaçal e Rosário Oeste.
Em 2023, além das 10 operações realizadas, houve uma prisão em flagrante e 17 mandados de busca e apreensão cumpridos. Já em 2024, o número de operações subiu para 32, com oito prisões em flagrante, uma prisão temporária e três preventivas, além de 34 mandados de busca e nove vítimas resgatadas.
Em 2025, as ações se intensificaram ainda mais, com 43 operações deflagradas, oito prisões em flagrante, duas temporárias e duas preventivas, além do cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e o resgate de oito vítimas.
Inquéritos também aumentaram
Levantamento divulgado pela organização Fiquem Sabendo, com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), mostra que o número de inquéritos instaurados pela Polícia Federal para apurar crimes dessa natureza também cresceu.
Em 2023, foram abertos 24 inquéritos. Em 2024, o número saltou para 68. Já em 2025, houve 58 novos inquéritos instaurados. Apesar da leve redução em relação ao pico de 2024, os números indicam a manutenção da intensidade das investigações.
As ações envolvem principalmente monitoramento de redes sociais e plataformas digitais utilizadas para armazenamento e compartilhamento de conteúdo ilegal, além do cumprimento de mandados judiciais para apreensão de equipamentos eletrônicos.
Operações seguem em 2026
Somente em 2026, quatro operações já foram divulgadas em Mato Grosso. As ações ocorreram em Cuiabá, Pontes e Lacerda e Sinop, com cumprimento de mandados de busca e apreensão contra suspeitos investigados por armazenar ou compartilhar material ilícito na internet.
A Polícia Federal reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima e que o combate a esse tipo de crime depende também da conscientização da população sobre os riscos no ambiente digital e da proteção de crianças e adolescentes no uso da internet.