Sinop, 06/02/2026 11:57

  • Home
  • Super Fato MT
  • plantio alcançou cerca de 69% da área acompanhada no Estado – MAIS SOJA – agro.mt

plantio alcançou cerca de 69% da área acompanhada no Estado – MAIS SOJA – agro.mt

Para assegurar a boa produtividade da soja, um programa adequado de aplicações de defensivos agrícolas deve ser empregado no manejo fitossanitário da cultura, garantindo assim a redução da influencia de fatores bióticos na produtividade da cultura. Contudo, embora diferentes defensivos possam ser empregados com esse intuito, os benefícios para a produção de grãos, é limitado ao período em que a planta mãe apresenta ligação com os grãos/sementes.

Nesse sentido, os benefícios de produtos foliares aplicados na cultura da soja com o intuito de aumentar a produção, sejam eles, bioestimulantes, fertilizantes e/ou reguladores do crescimento, estão condicionados ao momento de aplicação (estádio de desenvolvimento da soja).

Portanto, é necessário compreender a fenologia da soja e como os estádios do desenvolvimento da planta afetam sua fisiologia e produtividade. Basicamente, a forma mais usual da fenologia da soja, estabelecida por Fehr & Caviness (1977), divide os estádios da soja em vegetativo (V) e reprodutivo (R) (figura 1). O período reprodutivo, é o período de maior requerimento nutricional e hídrico da cultura, sendo comum o aporte micronutricional e o uso de substancias bioestimulantes nesse período, entretanto, até quando as aplicações via pulverização são benéficas para a produtividade da soja?

Figura 1. Fenologia da soja. Escala de desenvolvimento da planta.

De acordo com Zanon et al. (2018), o estádio R6, conhecido como “grão cheio” ou “grão completo”, caracteriza-se pela presença de grãos verdes preenchendo as cavidades dos legumes em um dos quatro últimos nós da haste principal, com folhas totalmente desenvolvidas. Na sequência, o estádio R7 marca o início da maturação fisiológica da planta, fase em que ocorre o máximo acúmulo de matéria seca nos grãos, cessando a absorção de água e nutrientes. Em soja, R7 é identificado pela presença de pelo menos um legume de cor madura na haste principal da planta (Tagliapietra et al., 2022).

Figura 2. Ilustração de planta de soja em estádio R7.
Adaptado: Oliveira Junior et al. (2016)

Logo, embora exista uma ampla variedade de produtos passíveis de aplicação foliar na cultura da soja, em diferentes estádios, conforme a recomendação dos fabricantes e a finalidade da aplicação, é importante ressaltar que aplicações foliares a partir do estádio R7 não geram impacto na produção de grãos ou sementes. Isso ocorre porque, a partir desse estágio, não há mais conexão entre a planta mãe e os grãos ou sementes (Zanon et al., 2018), tornando qualquer aplicação foliar ineficaz em termos produtivos.

Diante disso, é essencial avaliar o estádio de desenvolvimento da soja antes da aplicação de defensivos, fertilizantes foliares e/ou bioestimulantes, pois intervenções após R7 não proporcionam ganhos produtivos para a lavoura. No entanto, no caso da dessecação pré-colheita, essa prática deve ser realizada somente após o início da maturação fisiológica, a fim de evitar perdas de produtividade e a presença de resíduos de herbicidas nos grãos.


Veja Mais: Dessecação pré-colheita da soja


Aprofunde seus conhecimentos em fisiologia com especialistas renomados!

Participe da Mentoria em Fisiologia, Manejo e Biológicos e aprenda com grandes pesquisadores que compartilham sua vasta experiência. Descubra soluções práticas, validadas e aplicáveis para otimizar o manejo, transformar conhecimento em resultados e alcançar alta produtividade.

Clique no banner e saiba mais

Referências:

OLIVEIRA JUNIOR, A et al. ESTÁDIOS FENOLÓGICOS E MARCHA DE ABSORÇÃO DE NUTRIENTES DA SOJA. Embrapa Soja; Fortgreen, 2016. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1047123/estadios-fenologicos-e-marcha-de-absorcao-de-nutrientes-da-soja >, acesso em: 21/03/2025.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.

ZANON, A. J. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2018.

 


Post Views: 3

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Atleta chinesa de 22 anos é a mais bem paga das Olimpíadas de Inverno

Aos 22 anos, Eileen Gu se prepara para participar da 2ª Olimpíada de Inverno da…

Baldur’s Gate 3 receberá série de TV pela HBO

A adaptação de Baldur’s Gate 3 expandirá a narrativa do universo de Dungeons & Dragons…

BNDES encerra nesta sexta prazo para solicitar liquidação de dívidas rurais

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Encerra nesta sexta-feira (6) o prazo para que produtores rurais solicitem…