A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar o jurista Wellington César Lima e Silva para o cargo de ministro da Justiça foi celebrada pelo grupo Prerrogativas, que reúne advogados e juristas de esquerda. A escolha foi anunciada nesta terça-feira (13).
“Recebo com entusiasmo a indicação Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça. É um grande nome, um grande jurista. Tem todas as condições de fazer um excelente trabalho e dar continuidade ao legado do ministro Ricardo Lewandowski. Wellington terá todo o meu apoio e do grupo Prerrogativas”, afirmou ao Valor o coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho.
Wellington César Lima e Silva foi chamado por Lula ao Planalto na tarde deste terça e deve encontrar com o presidente ainda hoje, para assinar o ato de posse do cargo. Ele substituirá Ricardo Lewandowski, que pediu demissão e deixou o comando da pasta na sexta-feira (9).
A ideia é que Lima e Silva assuma o ministério completo, com as áreas da Justiça e da Segurança Pública. O projeto de dividir a pasta em duas não deve ser tirado do papel este ano, apesar de o tema estar em destaque por conta das eleições de outubro.
Atual advogado-geral da Petrobras, Lima e Silva foi subsecretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, indicado pelo titular da pasta, Rui Costa, de janeiro de 2023 a maio de 2024. Nesse período, teve convivência quase diária com Lula, de quem se aproximou.
Já foi ministro da Justiça na gestão de Dilma Rousseff, de 3 de março a 14 de março de 2016. Teve de pedir demissão, entretanto, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, para continuar no cargo, ele teria de renunciar à carreira do Ministério Público estadual, perdendo bônus e aposentadoria.
Egresso do Ministério Público da Bahia, Lima e Silva tem como padrinhos o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Quando Wagner era governador da Bahia, em 2010, nomeou Lima e Silva para o cargo de procurador-geral da Justiça, onde o indicado permaneceu até 2014.
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