De acordo com a Defesa Agropecuária de São Paulo, termina na próxima quinta-feira (15) o prazo para que os produtores de citros entreguem o Relatório Cancro/Greening. A obrigação vale para todas as propriedades do estado, independentemente da idade das plantas.
O documento deve ser enviado pelo sistema Gedave (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) e precisa conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025 para cancro cítrico e HLB (greening).
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Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, os dados são fundamentais para mapear a presença das pragas e direcionar as ações de defesa fitossanitária no estado.
“As informações são essenciais para orientar as ações da Defesa Agropecuária e as políticas públicas, garantindo a sustentabilidade sanitária do agro paulista”, afirmou Veridiana Zocoler de Mendonça, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros.
Entrega é obrigatória e atraso gera multa
No Estado de São Paulo, todos os citricultores são obrigados a entregar o relatório, mesmo em pomares novos. O atraso ou a não entrega pode gerar sanções, conforme o decreto estadual nº 45.211/2000.
A exigência também está alinhada à portaria Mapa nº 1.326/2025, que criou o Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB (PNCHLB).
Em São Paulo, o combate ao greening segue a resolução SAA 88/2021, que determina:
- Erradicação de plantas doentes em pomares com até oito anos
- Monitoramento e controle do psilídeo em todas as áreas, independentemente da idade
O que é o cancro cítrico
O cancro cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri. A doença atinge folhas, frutos e ramos, provocando lesões, desfolha e queda de frutos quando ocorre em alta incidência.
Desde 2017, São Paulo é reconhecido pelo Ministério da Agricultura como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR), o que permite a comercialização de frutos sem sintomas no mercado interno e internacional, desde que sejam cumpridas as medidas fitossanitárias.
Greening é a maior ameaça aos pomares
O HLB (greening) é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri. A doença não tem cura e uma planta infectada passa a ser fonte de contaminação para o pomar.
Por isso, o controle e a eliminação de plantas doentes são considerados essenciais para manter a citricultura viável em São Paulo, maior polo produtor de laranja do mundo.
A Defesa Agropecuária reforça que o envio correto e dentro do prazo do relatório é uma das principais ferramentas para conter o avanço do greening e do cancro cítrico no estado.
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