Sinop, 23/01/2026 14:29

Rally da Safra avalia lavouras de soja no Sudeste do Mato Grosso

O Rally da Safra percorre o Sudeste mato-grossense nos próximos dias para avaliar as lavouras de soja. Os técnicos iniciaram as avaliações na região de Sinop na segunda-feira, dia 19, e seguem para as regiões de Campo Verde, Paranatinga, Primavera do Leste e Rondonópolis, concluindo o percurso em Cuiabá no dia 26. Desde o dia 6 de janeiro as equipes estão em campo e já avaliaram lavouras no Oeste do Paraná, no eixo da BR 163 no Mato Grosso e, também, no Oeste mato-grossense.

“As avaliações de campo são essenciais para aprofundar as análises, validar e ajustar as estimativas de safra pré-Rally. Esse trabalho permite observar diretamente o desenvolvimento das lavouras, registrar diferenças regionais, avaliar impactos de manejo e, sobretudo, monitorar a influência do clima daqui em diante. Tudo isso garante que cada mudança seja captada com precisão e transformada em informação confiável para o setor”, explica André Debastiani, coordenador da expedição.

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As equipes técnicas do Rally irão percorrer mais de 100 mil km por 14 estados (MT, MS, GO, DF, MG, SP, PR, SC, RS, MA, PI, TO, BA e PA). As áreas visitadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho. Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi e JDT Seguros.

A estimativa pré-Rally da Agroconsult, organizadora da maior expedição técnica privada do país, aponta para uma produção histórica de soja 25/26 de 182,2 milhões de toneladas, com crescimento de 5,9% em relação à safra anterior. A produtividade média brasileira é estimada em 62,3 sacas por hectare, contra 60,0 sacas na temporada passada. O Mato Grosso deve alcançar produtividade de 65 sacas por hectare, segundo as projeções pré-Rally (contra 66,5 sacas na safra passada), apesar do atraso inicial do plantio causado pela seca e dos primeiros sinais de atraso na colheita.

Já a área plantada no país deve alcançar 48,8 milhões de hectares – incremento próximo de 1 milhão de hectares. Embora o ritmo de expansão seja menor que a média dos últimos dez anos — período em que o crescimento anual girou em torno de 1,7 milhão de hectares — a ampliação da área cultivada persiste mesmo em um ambiente econômico desafiador.

André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult e coordenador geral do Rally da Safra, explica que esse movimento é impulsionado por diferentes fatores: investimentos de grupos agrícolas com visão de longo prazo; valorização da terra, especialmente em regiões de conversão de pastagens para agricultura; e a presença de produtores com maior solidez financeira, que aproveitam o momento para ampliar sua operação.

A ausência de problemas extremos neste início de temporada e a expansão moderada da área plantada colocam a safra de soja 25/26 em um patamar distinto das anteriores. Nos anos anteriores, logo no início do Rally, os sinais de quebra eram evidentes: em 22/23, o Rio Grande do Sul apresentava forte comprometimento produtivo; em 23/24, o Mato Grosso já indicava perdas; e, em 24/25, novamente o Rio Grande do Sul enfrentava um início de ano muito seco e quente. Na safra 25/26, o panorama é outro. As lavouras sustentam, até o momento, potencial produtivo dentro da média dos últimos cinco anos, sem projeções de recordes, mas também sem alertas de perdas expressivas, configurando um cenário equilibrado.

Além do crescimento de área na maior parte das regiões produtoras, Debastiani explica que, apesar das expectativas iniciais de que o ambiente econômico pressionaria também os investimentos no campo, o que se observa é diferente. “Os produtores têm mantido bons volumes de adubação, ainda que sem crescimento, e seguem investindo em tecnologia. Fora o Rio Grande do Sul, onde há redução no uso de tecnologia, os demais estados preservam um padrão sólido de investimento, com foco em altas produtividades. Esse conjunto forma o segundo fator positivo desta safra: além da expansão de área, há manutenção da tecnologia empregada, fundamental para sustentar o potencial produtivo”, ressalta.

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