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“Se for pra criar galinha, eu vou criar galinha”, filho cita morte do pai e defende direito sobre área

José Antonio Ribeiro Pinto, um dos filhos de João Pinto — agricultor morto durante um conflito na área que hoje é alvo de disputa — fez um pronunciamento na Câmara Municipal de Cuiabá, nesta segunda-feira, 2 de dezembro, criticando a forma como a Prefeitura tem conduzido o processo e rejeitando qualquer tentativa de reduzir o caso a uma negociação financeira.

“A questão não é valor. Não é dinheiro. Meu pai perdeu a vida naquela propriedade. Ele trabalhou a vida inteira ali. Eu cresci, nasci naquela propriedade. Meu pai foi humilhado, massacrado e perdeu a vida no dia do aniversário da minha mãe”, disse.

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A área, que pertence à família desde 1967, voltou ao centro do debate após o município tratar da possibilidade de desapropriação. Segundo José Antonio, enquanto a gestão pública insiste em discutir o caso sob uma perspectiva financeira, a família segue tentando preservar a memória do pai e o vínculo histórico com a terra onde viveu e trabalhou por décadas.

Foi nesse contexto que José Antonio rejeitou qualquer tentativa de reduzir o conflito a uma negociação monetária, ele destacou que o debate não é econômico, mas emocional, histórico e familiar.

Ele criticou falas da gestão municipal que tratam o caso em termos de preço.
“Se for para criar galinha, eu vou criar galinha. A propriedade é nossa, é um direito nosso. Eu me recuso a falar de valores. O prefeito fala de preço, mas meus irmãos e eu queremos nosso direito preservado”.

José Antonio também disse que a narrativa pública sobre o caso tem distorcido o papel da família, que, segundo ele, não é a causa do problema — mas parte da solução.

“Não está sendo divulgado que nós somos parte da solução. A gente não quer conflito. A verdade é que nós somos vítimas. Nós queremos acolher essas famílias. Isso precisa ser divulgado. Isso não está sendo divulgado”, concluiu.

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