O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu neste sábado (28), sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em seguida, ele conclamou os iranianos a “irem às ruas e terminarem o trabalho”.
Há muitos sinais indicando que Khamenei “já não está mais entre nós”, afirmou Netanyahu, sem confirmar explicitamente sua morte. Ele também informou que o complexo de Khamenei foi destruído e que comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear foram mortos.
“Esta manhã eliminamos altos funcionários do regime dos aiatolás, comandantes da Guarda Revolucionária e figuras de destaque do programa nuclear — e vamos continuar. Nos próximos dias, atingiremos milhares de outros alvos do regime terrorista”, afirmou Netanyahu.
O premiê acrescentou que por mais de 30 anos, Khamenei “espalhou o terrorismo pelo mundo, tornou seu próprio povo infeliz e trabalhou constante e incansavelmente em um programa para aniquilar o Estado de Israel”.
Mais cedo, a emissora iraniana Al-Alam informou que Khamenei faria um pronunciamento, mas até o fim da noite de sábado nenhum discurso foi transmitido. Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste sábado que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estão vivos “até onde eu sei”, após os bombardeios.
Estados Unidos e Israel atacaram o Irã neste sábado, mirando seus principais líderes e defendendo a derrubada do governo, enquanto o Irã respondeu com mísseis disparados contra Israel e países vizinhos do Golfo.
O presidente Donald Trump, que no maior risco de política externa de seu mandato lançou a guerra contra um adversário com o qual Washington trava embates há gerações, disse que os ataques tinham como objetivo encerrar uma ameaça à segurança e garantir que o Irã não pudesse desenvolver uma arma nuclear.
Ele pediu às forças de segurança iranianas que depusessem as armas e convidou os iranianos a derrubar o governo após o fim dos bombardeios.
Teerã classificou os ataques, que começaram nas primeiras horas da manhã e atingiram alvos em diferentes áreas do país, como não provocados e ilegais.
Em cidades por todo o Irã, explosões provocaram pânico generalizado. Moradores correram para buscar crianças na escola e deixar áreas que poderiam ser alvo de ataques.
“Estamos com medo, estamos aterrorizados. Meus filhos estão tremendo, não temos para onde ir, vamos morrer aqui”, disse Minou, mãe de dois filhos, de 32 anos, chorando ao falar com a Reuters por telefone da cidade de Tabriz, no norte do país.