O presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PP), afirmou que a Casa ainda não recebeu nenhuma notificação oficial do Judiciário sobre a condenação do deputado estadual Neno Razuk (PL). O parlamentar foi condenado a 15 anos de prisão por jogo do bicho em MS.
À reportagem, Claro destacou que, sem comunicação formal, a Alems não fará qualquer manifestação sobre o caso. “A gente não pode falar nada sem ter [notificação] oficialmente. Se não, vira especulação”, disse.
O deputado Neno Razuk participará da sessão de maneira remota, confirmou a assessoria. Esta é justamente na última sessão plenária do ano. Com o encerramento dos trabalhos legislativos, a Assembleia entra em recesso, com previsão de retomada das atividades em fevereiro de 2026.
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Neno Razuk é condenado a 15 anos de prisão por jogo do bicho

Condenação de Neno Razuk
A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou, a 15 anos e 7 meses de prisão, o deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), por integrar grupo criminoso para tomar o controle do jogo do bicho em Campo Grande. Outras 11 pessoas também foram condenadas pela prática do crime.
A condenação foi dada nesta segunda-feira (15) pela 4ª Vara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). No documento ao qual o Primeira Página teve acesso consta que os réus tentaram anular o processo, pedindo a nulidade das investigações.
Os envolvidos alegaram que os policiais ingressaram ilegalmente nos imóveis. A defesa de Neno sustentou que não havia justa causa e que a denúncia era genérica e desprovida de lastro probatório. Além disso, a investigação não descrevia, de forma insuficiente, a forma que o parlamentar exerecia domínio sobre a suposta organização criminosa.
Em 2023, Neno foi alvo da Operação Successione, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). À época, 15 pessoas foram acusadas de “constituir uma organização criminosa dedicada à prática dos crimes de roubo majorado, exploração de jogos de azar, corrupções, entre outros”.
Ao deputado estadual é atribuída a chefia da organização criminosa.
Neno, segundo as conclusões do Gaeco, trouxe de sua região, Dourados, aliados para a investida no jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado pela operação Omertà, responsável por levar à prisão o clã Name e seus funcionários – organização que durante anos dominou a exploração do jogo ilegal na cidade, conforme as investigações.
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