O Senado argentino aprovou nesta quinta-feira o acordo de livre comércio firmado entre os blocos econômicos Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro após 25 anos de negociações.
O governo de Javier Milei comemorou a decisão. “Isso marca um marco na política de integração internacional da Argentina”, afirmou a Casa Rosada em comunicado à imprensa.
A iniciativa recebeu forte apoio dos senadores, e a Argentina se tornou o segundo país do bloco econômico a ratificar o acordo, depois do Uruguai que aprovou mais cedo. Ao todo, a pauta recebeu 69 votos favoráveis e três contrários, de acordo com informações do jornal TN.
Segundo o governo de Milei, o acordo permitirá a eliminação de tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul para a União Europeia e gerará um impacto significativo para a Argentina, com projeções de crescimento das exportações de até 122% em 10 anos. O comunicado destaca ainda que setores estratégicos como energia, mineração, agronegócio e indústria serão especialmente beneficiados.
Agora, faltam Brasil, Paraguai e União Europeia para ratificar o acordo. Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo na quarta-feira, mas ainda é preciso que o Senado dê seu aval.
O tratado conta com forte apoio da Alemanha e da Espanha, mas enfrenta oposição liderada pela França, que teme que o aumento das importações de produtos básicos, como carne bovina e açúcar, prejudique os agricultores locais.