A suspensão do voo direto entre Alta Floresta e Cuiabá mobilizou diversos setores da sociedade. Preocupados com os impactos econômicos e sociais da medida, os setores produtivos da região têm se articulado com autoridades municipais, estaduais e federais em busca de soluções viáveis para preservar a conectividade aérea e mitigar prejuízos ao desenvolvimento regional.
A primeira reação pública partiu do setor turístico, por meio da Instância de Governança Regional da Amazônia Mato-Grossense (IGR), que divulgou nota alertando para os prejuízos à pesca esportiva, ao ecoturismo e à observação de aves, atividades que dependem diretamente de uma malha aérea eficiente. O documento também destacou o risco de retração no crescimento sustentável da região.
Na sequência, outros movimentos surgiram com o objetivo de atrair novas companhias aéreas, como a LATAM. Diversas entidades locais formalizaram um pedido para que a empresa avaliasse a viabilidade de operar em Alta Floresta. No entanto, até o momento, a resposta foi apenas protocolar, sem confirmação de análise técnica ou tratativas concretas.
Diante desse cenário, representantes políticos e institucionais intensificaram articulações e estiveram em Brasília nesta semana, onde participaram de uma reunião no Ministério de Portos e Aeroportos. O encontro contou com a presença do senador Jayme Campos, da senadora Margareth Buzetti, do prefeito Chico Gamba, do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e do ministro Silvio Costa Filho. A agenda teve como foco discutir alternativas para garantir a manutenção da linha aérea, considerada estratégica para a região.
Essa mobilização em várias frentes demonstra a importância da conectividade para o extremo norte de Mato Grosso. No entanto, lideranças locais reforçam que os esforços devem seguir guiados pela união, responsabilidade técnica e compromisso institucional. O momento pede foco no resultado, e não em disputas por protagonismo.
O futuro da aviação regional em Alta Floresta dependerá do alinhamento entre governos, companhias aéreas e sociedade civil organizada,com propostas sólidas, baseadas em dados, planejamento e diálogo. Este não é o momento de dividir méritos, mas de somar forças em nome do bem coletivo.
Cada entidade, cada liderança, cada cidadão tem um papel importante. Mas é no somatório dessas ações que está a resposta real e duradoura.
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Alta Floresta merece mais do que promessas. Merece conectividade. Merece respeito.
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