O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga se mostrou otimista sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), que será lançado pelo Brasil na COP30, mas ressaltou que o tamanho da iniciativa vai depender do contexto político internacional.
A declaração foi dada no tapete verde do Earthshot Prize, no Museu do Amanhã, no Rio. A premiação foi idealizada pelo príncipe William, herdeiro da coroa britânica, para reconhecer soluções inovadoras na área ambiental e ocorre pela primeira vez na América do Sul.
Segundo Fraga, os desafios para atrair a adesão de outros países ao TFFF têm a ver com o momento de “desordem global”.
“Eu acredito que o TFFF vai sair, vai ter uma importância inclusive para nós, no Brasil, em função da Amazônia e o que resta dos outros biomas. O tamanho vai depender de uma adesão que também, em última instância, tem a ver com política e isso, hoje em dia, está meio complicado, mas eu acho que não é para perder a esperança”, disse a jornalistas.
O economista destacou que atrair a iniciativa privada é fundamental para alavancar ações climáticas, mas ressaltou que a liderança tem que ser do poder público.
“Tem imensos espaços onde você pode explorar com a iniciativa privada e espaços também onde a iniciativa privada pode perder. Isso é uma coisa global, pública e privada, mas a pública, em última instância, é quem lidera.”
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