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Tarcísio diz que vai ‘ajudar o Flávio’ e nega plano presidencial: ‘Não vou apresentar carta de renúncia’ | Política

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez nesta sexta-feira (23) novas declarações de apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e repetiu que tentará a reeleição em São Paulo, afastando rumores de articulações para um projeto nacional. “Não vou apresentar uma carta de renúncia”, afirmou.

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As falas ocorrem numa semana tensa, após o governador adiar a visita que faria na prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que foi lido como resistência dele a endossar Flávio e indicativo de que ainda teria interesse em ser presidenciável — o que sempre negou.

“Sempre falei do meu carinho, da minha lealdade, ao presidente Bolsonaro e dizia: ”O meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar”. Ele indicou o Flávio. Então, quem é o meu nome a partir de agora? É o Flávio Bolsonaro. Nada diferente do que eu falo desde 2023″, disse Tarcísio a jornalistas, após evento do governo para entrega de unidades habitacionais, em Embu das Artes (SP).

“O que vai acontecer em abril? Nada. Vou continuar tocando o barco, não vou apresentar uma carta de renúncia, não vou me desincompatibilizar. Vou focar num projeto de longo prazo em São Paulo com o meu time e vou ajudar o Flávio nessa caminhada”, complementou, citando o prazo da legislação eleitoral para a renúncia de governadores que pretendam concorrer à Presidência. Ele disse ainda que as “especulações” são naturais porque o governador de São Paulo costuma ser visto automaticamente como presidenciável.

Tarcísio refutou as críticas de que seu apoio ao senador, escolhido por Bolsonaro para a disputa, tenha sido até aqui protocolar e pouco entusiasmado, como afirmam bolsonaristas. “Mais enfático do que isso?”, respondeu nesta sexta.

“Não tem nada de pressão [dos aliados ou de Bolsonaro]. Até porque agora a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro. Não vai ter problema nenhum com relação a isso. Acho que, com o tempo, as coisas vão se acomodando. Isso é absolutamente normal. […] Tenho certeza de que a gente vai ter uma candidatura competitiva”, completou.

Segundo ele, suas declarações ao longo do tempo demonstram “coerência”, já que nunca se colocou como aspirante à cadeira. Ele afirmou que sua gestão “tem muitos projetos que estão sendo estruturados que são de longo prazo” e que pretende buscar um segundo mandato para concluí-los. “Eu continuo focado no meu projeto em São Paulo. Não tem nada diferente disso”, insistiu.

Na quinta-feira (22), data em que ocorreria a visita a Bolsonaro em Brasília, o governador já tinha reiterado nas redes sociais que é candidato à reeleição e chamou de “especulações” os rumores de candidatura presidencial. “A esquerda treme!!! Bora resgatar nosso Brasil juntos”, escreveu Flávio nos comentários da postagem no Instagram.

Tarcísio confirmou que deve se encontrar com o aliado na próxima semana, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou uma nova visita para quinta-feira (29). Ele citou uma “razão pessoal” como motivo para pedir o adiamento e buscou tratar o assunto com normalidade, ao ser questionado pela imprensa.

“Cancelamento [da visita] é questão de agenda. Não tem nada a ver… Quando você marca uma visita, o tribunal [STF] atribui uma data. Pode acontecer de naquela data não ser possível por uma razão qualquer. Eu tinha uma razão pessoal. Não podia ir naquela data, imediatamente pedi outra data para o Supremo, que já foi autorizada”, disse.

“Na quinta-feira da semana que vem, estarei lá para dar um abraço no meu amigo Jair Bolsonaro, pessoa que eu sou muito grato, reconheço muito, por quem desenvolvi grande abraço, grande afeição, pessoa que eu gosto. E eu vou estar lá para prestar todo o meu apoio e solidariedade, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar do que a gente está fazendo aqui e dizer que nós vamos estar sempre juntos”, acrescentou.

Segundo aliados, Tarcísio decidiu postergar a ida a Brasília após ficar incomodado com as pressões para “entrar de cabeça” na campanha do senador e as críticas de uma ala da família, sobretudo do ex-deputado federal Eduardo e do ex-vereador Carlos, que vinham questionando sua lealdade ao pai deles.

O governador já tinha declarado, na tarde de terça-feira (20), antes da visita adiada, que iria encontrar “um grande amigo”, oferecer ajuda e renovar seu apoio. Na noite do mesmo dia, contudo, Tarcísio pediu para adiar o encontro alegando ter compromissos em São Paulo. A agenda pública do governador registrou apenas “despachos internos” dele no Palácio dos Bandeirantes.

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