O Tesouro Direto teve emissão líquida de R$ 4,9 bilhões em janeiro, resultado de emissões que totalizaram R$ 12 bilhões, maior valor da série histórica, e de resgates que somaram R$ 7,1 bilhões. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (25) pela secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.
Os títulos mais demandados pelos investidores em janeiro foram os indexados à taxa Selic, que somaram R$ 5,9 bilhões das vendas (48,9% do total). Os papéis indexados à inflação totalizaram R$ 4,3 bilhões (36%), enquanto os prefixados totalizaram R$ 1,8 bilhão das emissões (15,1%).
Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre cinco e dez anos, que alcançaram 40,6% do total das emissões. As aplicações em títulos com vencimento acima de dez anos representaram 19,5%, enquanto papéis de um a cinco anos corresponderam a 39,9% do total.
Ainda de acordo com dados do Tesouro, o estoque do programa em janeiro chegou a R$ 220,2 bilhões, um aumento de 3,3% em relação ao mês anterior (R$ 213,2 bilhões) e de 37,8% sobre o valor de janeiro de 2025 (R$ 159,9 bilhões).
Os títulos remunerados por índices de preços são os mais representativos do estoque, somando R$ 111,4 bilhões, ou 50,6% do total. Na sequência, vêm os indexados à taxa Selic, totalizando R$ 83,8 bilhões (38%), e os papéis prefixados, que somaram R$ 25 bilhões (11,4%).
Já a base de investidores ativos, ou seja, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 3.454.385 pessoas, um aumento de 18.061 investidores no mês.
O Tesouro Direto é o programa do governo que permite a investidores pessoas físicas comprar títulos de dívida do governo federal.