A promessa de Donald Trump neste sábado (17) de que vai impor tarifas de importação de até 25% contra oito países europeus por causa da Groenlândia repete o uso de instrumentos econômicos como pressão política, afirmou a diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), Sandra Rios. A iniciativa, segundo ela, traz incertezas e afeta investimentos.
“Entendo que é mais uma das diversas iniciativas de usar um instrumento econômico (tarifas de importação) como forma de pressão política. Isso aumenta as incertezas dos agentes envolvidos no comércio e afeta negativamente as decisões de investimentos”, disse.
O anúncio de Trump em publicação na Truth Social informa a adoção de tarifas adicionais de 10% sobre importações de produtos provenientes de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Grã-Bretanha a partir de 1º de fevereiro. Essa alíquota adicional seria ampliada para 25% em 1º de junho. Todos esses países já estão sujeitos a tarifas impostas por Trump.
“Esta tarifa está prevista até que seja alcançado um acordo que permita a compra total e completa da Groelândia”, escreveu Trump, no dia da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, em negociação há mais de duas décadas.
Rios não descarta, no entanto, que as novas tarifas não entrem em vigor ou que a magnitude delas seja diferente, diante de outros movimentos semelhantes adotados por Trump na negociação com outros países:
“A experiência do último ano mostra que, quando os impactos econômicos se tornam mais claros, Trump acaba recuando. E há uma mudança na distribuição econômica do comércio, com os países buscando reforçar laços com outras regiões como alternativa aos Estados Unidos.”
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