O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou executivos do setor de petróleo a assumir compromissos de investimento na Venezuela durante uma reunião na Casa Branca nesta sexta-feira (9). A iniciativa faz parte do esforço do republicano para viabilizar até US$ 100 bilhões destinados a reativar a capacidade do país latino-americano de explorar plenamente suas vastas reservas de petróleo.
“Vamos tomar a decisão sobre quais empresas de petróleo vão entrar — que vamos permitir que entrem — e fechar um acordo com elas”, disse Trump durante a reunião com quase 20 executivos do setor. “Provavelmente faremos isso hoje ou logo em seguida”.
Em discurso no início do encontro, o presidente americano afirmou que prevê que as petroleiras façam o investimento de US$ 100 bilhões sem ajuda do governo. “Se você não quiser entrar, é só me avisar, porque tenho 25 pessoas que não estão aqui hoje dispostas a ocupar o seu lugar”, disse.
A reunião — que contou com a participação de executivos da Chevron, Exxon e ConocoPhillips, entre outras empresas — ocorreu menos de uma semana após a operação militar dos EUA em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro. Desde então, o presidente tem enquadrado a ação como uma oportunidade econômica, defendendo a entrada de grandes petrolíferas para reerguer o setor de petróleo da Venezuela e ampliar a produção do país.
Em resposta a pressão de Trump, o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou que a petrolífera poderia começar a operar imediatamente na Venezuela e que está pronta para avaliar um eventual retorno ao país.
“É absolutamente fundamental que coloquemos uma equipe técnica no terreno para avaliar o estado atual da indústria”, disse Woods. “Estamos prontos para enviar uma equipe ao país”, acrescentou, afirmando que isso poderia começar em poucas semanas.
Sem apresentar provas, Trump afirmou que, se a operação americana não tivesse ocorrido, Rússia e China teriam intervindo na Venezuela. O presidente, no entanto, disse que os EUA estão “abertos para negócios”.
“Não queremos China e Rússia ocupando a Venezuela, mas estamos abertos a negócios com Putin e Xi”, afirmou o presidente americano, acrescentando que a China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA — no país ou na Venezuela.
Após algumas observações iniciais na reunião, Trump passou a comentar o cenário político da Venezuela e afirmou que pretende se encontrar com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana.
“Ela virá prestar suas homenagens ao nosso país”, disse o presidente. “Ela deve vir em algum momento da próxima semana, acho que na terça ou na quarta-feira.”
O republicano acrescentou ainda que, no momento, a relação com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, é “muito boa”.
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