O ex-ministro e ex-governador, Blairo Maggi (PP), comentou a prisão de um funcionário da empresa Bom Futuro, acusado de desviar cerca de R$ 10 milhões por meio de notas fiscais fraudulentas nesta quinta-feira, 13 de novembro. “Esse problema de desvio nas empresas é muito chato, sabe? É lamentável, é ruim para todo mundo”, afirmou Maggi.
Blairo explicou que a Bom Futuro não pertence à família Amaggi, mas sim aos seus primos Eraí, Fernando e Elusmar. Segundo ele, casos de desvio, embora raros, podem acontecer mesmo com controles rigorosos, e são lamentáveis, principalmente quando envolvem funcionários de longa data da empresa.
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“As empresas são os reflexos da sociedade, a gente vive uns momentos muito difíceis e tenta, tenta não, tem muitos controles, tem que correr muito atrás e fechar essas portas, mas de vez em quando aparece isso. É lamentável, é ruim para todo mundo, imagina, eu não falei com eles hoje, mas eles devem estar bastante chateados e assim são pessoas que trabalham muito tempo contigo”.
Questionado sobre os riscos de algo semelhante ocorrer na Amaggi, Maggi reforçou a existência de sistemas de monitoramento rígidos, mas reconheceu que incidentes isolados já ocorreram.
“Nós temos muitos mecanismos de segurança, mas também dizer que nunca aconteceu esse tipo de coisa na Amaggi, sim, acontece, uma área ou outra, de vez em quando acontece, você pega, você vai lá, fecha as portas, arruma, arruma tudo, mas enfim”, concluiu.
Entenda o caso
Um funcionário, identificado como Welliton Gomes Dantas, atuava na empresa há pelo menos 13 anos e teria emitido notas fiscais para empresas inexistentes, simulando transporte de gado, com os pagamentos indo para sua conta pessoal. Na quarta-feira (12), movimentações suspeitas de R$ 200 mil chamaram a atenção da empresa, que registrou boletim de ocorrência.
Segundo as investigações, o dinheiro teria sido usado na compra de imóveis de alto padrão, incluindo um apartamento avaliado em mais de R$ 1 milhão, e veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 500 mil cada. Em nota, o Grupo Bom Futuro afirmou que colabora integralmente com as autoridades e que pauta sua atuação por valores de integridade, transparência e respeito.
O caso segue sob investigação, e a prisão de Welliton Gomes Dantas marca o início do processo de responsabilização pelo esquema milionário.
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