Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
O presidente estadual do Progressistas (PP), Nilson Leitão, minimizou as indefinições dentro da federação União Brasil–PP sobre as candidaturas majoritárias para 2026 e afirmou que o partido vive “um grande bom problema”. A frase foi usada por ele ao comentar o cenário em que três nomes de peso — o governador Mauro Mendes, o senador Jayme Campos e a senadora Margareth Buzetti — demonstram interesse em disputar cargos distintos, mas que se sobrepõem no mesmo grupo político.
A reportagem questionou Leitão sobre o impasse: Buzetti quer disputar o Senado, Jayme deseja ser candidato ao governo do Estado, enquanto Mauro Mendes já declarou que, dentro do grupo, seu espaço é justamente a vaga ao Senado.
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“Isso é um desafio bom, é um grande bom problema que nós temos: ter nomes fantásticos como Jayme Campos, Mauro Mendes — que já lidera pesquisas para o Senado — e Margareth, que em pouco tempo de Congresso já tem quatro leis vigentes. Tem gente lá há 40 anos que não tem nenhuma”.
Leitão enxerga o cenário não como um impasse, mas como resultado natural de um agrupamento político robusto. A existência de múltiplas candidaturas fortes não é um problema, mas sim um ativo político, para ele o tamanho da federação explica a disputa interna.
“Partido grande é isso, já começa maior. Essa unificação do União Progressista já estreia como o maior partido do Congresso Nacional, em número de deputados, senadores, prefeitos… É o maior partido do Brasil hoje. E óbvio que, com essa história toda, você vai ter muita gente competente, capaz e qualificada para disputar não só majoritárias, mas proporcionais”.
Nilson afirmou que seu papel, enquanto presidente estadual, não é impor decisões, mas ajudar a equilibrar interesses e conduzir o diálogo para que a federação siga unida. Ele reforça que o objetivo é manter coesão e evitar qualquer ruptura interna, ressaltando que “ninguém deve ficar pelo caminho” durante o processo de definição das candidaturas.
O dirigente lembrou ainda que o calendário eleitoral permite tempo para maturação das pretensões e que não há pressão para decisões imediatas. Para ele, todos os nomes têm direito de sonhar e disputar espaço até o prazo final, que se encerra apenas no período das convenções, em julho do ano que vem. Até lá, acredita que o entendimento será construído de maneira natural.
“Temos todo um período pela frente até julho do ano que vem, quando acontecem as convenções. Até lá, se Deus quiser, estará tudo organizado”, concluiu.
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