Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
Deputado Júlio Campos afirmou que União Brasil e PP atuavam como oposição mesmo ocupando ministérios
Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
Deputado Júlio Campos afirmou que União Brasil e PP atuavam como oposição mesmo ocupando ministérios
O deputado estadual Júlio Campos (União) disse que seu partido e o Progressista (PP) demoraram para desembarcar do governo Lula. O anúncio foi feito nessa terça-feira (2) pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, e Antonio Rueda, do União Brasil, para que os ministros filiados aos partidos deixem os cargos.
“Eu acho que demorou, porque nós do União Brasil, há quatro anos atrás, votamos em Bolsonaro. Ninguém desconhece”, disse Júlio Campos, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (3). O parlamentar afirmou ainda não ter entendido o porquê de o partido ter aceitado os ministérios na Gestão Lula.
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Atualmente, o União Brasil tem Celso Sabino no Ministério do Turismo e o PP conta André Fufuca no Ministério do Esporte. Eles precisam deixar o cargo sob o risco de expulsão dos partidos. O União ainda tem outras indicações, o ministro de Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e das Comunicações, Frederico Siqueira, que devem permanecer nos cargos.
Eles foram indicados pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União/AP), mas não estão filiados ao partido atualmente.
O deputado Júlio Campos também disse que o presidente Lula (PT) está certo em cobrar lealdade dos dois partidos, pois ambos tinham cargos no governo, mas não estavam dando a contrapartida no Congresso Nacional, chegando a se posicionar como oposição em algumas votações importantes.
“Recebeu três ministérios e não estava dando a contrapartida. A nossa bancada federal, na Câmara e no Senado, não votava com o governo, praticamente. Então, estava na hora de sair. Demorou para sair. Mas eu apoio totalmente a decisão do presidente cobrar a lealdade e o partido que não apoia tem que espirrar do governo”, disse Júlio.
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