Montagem Estadão Mato Grosso
O debate sobre o futuro do transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande ganhou novos contornos com a sinalização de que o Governo de Mato Grosso estuda, há cerca de dois anos, a adoção do Bonde Urbano Digital (BUD) como alternativa ao BRT. A informação foi recebida de forma positiva pelo prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL), que elogiou a iniciativa do Executivo estadual e defendeu que a escolha do modal priorize aquilo que for mais eficiente para a população.
Abilio afirmou ter ficado satisfeito ao saber que os estudos técnicos já estavam em andamento antes mesmo de sua posse, ressaltando que a discussão não se trata de disputa política, mas de buscar a melhor solução para a mobilidade urbana. Segundo ele, caso o projeto avance, o protagonismo deve ser atribuído ao governador Mauro Mendes (União) e ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
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“Eu busco sempre o que é melhor para nós aqui no nosso município, mas eu fico feliz em saber que o governador Mauro Mendes e o Estado de Mato Grosso já estavam discutindo isso antes. Então, ótimo! Espero que dê tudo certo”, comentou.
Questionado sobre “quem pode ser o pai do BUD” em Cuiabá, Abilio afirmou: “Eu espero que seja o Mauro e o Pivetta. Eu não sou pai de ninguém, sou pai do Sebastian e da Ana Regina. Deixa que eles entreguem obras boas aí pra nós, como, por exemplo, o BUD. Se eles quiserem, é claro”.
A possibilidade de mudança do modal veio à tona após uma viagem do prefeito à China, onde ele conheceu de perto o funcionamento do bonde elétrico e apresentou publicamente uma miniatura do veículo, destacando seus diferenciais tecnológicos. Apesar do entusiasmo, Abilio reconheceu que a Prefeitura de Cuiabá não dispõe de recursos financeiros para implantar sozinha um sistema desse porte, deixando claro que a decisão final cabe ao Governo do Estado.
Em 2025, o governador Mauro Mendes confirmou que a substituição do BRT pelo BUD já vinha sendo analisada internamente pelo Palácio Paiaguás. À época, Mendes afirmou que não se tratava de uma novidade importada da Ásia, lembrando que o mesmo modelo já opera em Curitiba (PR), referência nacional em mobilidade urbana.
“Esse estudo existe antes mesmo da atual gestão municipal. É uma análise técnica que será levada até o fim”, disse o governador.
O Bonde Urbano Digital se diferencia dos ônibus convencionais por ser totalmente elétrico, com vida útil estimada em até 30 anos. O sistema não utiliza trilhos físicos, mas um conjunto de sensores e ímãs instalados no asfalto, chamados de “trilhos virtuais”, que orientam o trajeto do veículo. Essa tecnologia permite, inclusive, o aproveitamento das pistas já preparadas para o BRT, sem necessidade de grandes intervenções estruturais.
Outro ponto destacado é o alto nível de segurança. O BUD conta com câmeras, sensores e recursos de inteligência artificial capazes de evitar colisões com veículos ou pedestres. Embora o sistema permita operação autônoma, em cidades como Curitiba há um operador a bordo, responsável por monitorar o funcionamento e garantir maior confiabilidade ao serviço.
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