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Walter Salles à CNN: “Ainda Estou Aqui“ é produto da volta da democracia

O diretor Walter Salles disse, em entrevista exclusiva à CNN, que o filme “Ainda Estou Aqui” é um produto do retorno da democracia ao Brasil, após as eleições de 2022.

Em conversa com a jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Salles declarou que a produção do filme teve início anos atrás: “Levou sete anos [para fazer o filme], porque fizemos três anos de pesquisa, para fazer justiça à família, fazer justiça à cultura, à autenticidade do que estávamos retratando.”

“Mas também levou sete anos, porque, durante quatro anos, o país virou para a extrema-direita, e nunca teríamos tido a possibilidade de filmar durante esse período”, acrescentou o diretor. “Portanto, o filme é produto do retorno da democracia ao Brasil.”

Salles ressaltou ainda a importância adicional que o filme ganhou diante das informações sobre a existência de um plano de golpe de Estado frustrado no Brasil durante as últimas eleições presidenciais, divulgadas pela Polícia Federal no fim do ano passado – momento em que “Ainda Estou Aqui” chegou aos cinemas.

“No meio do lançamento do filme, percebemos que, mais do que nunca, era um filme sobre hoje, sobre o que estava acontecendo no país neste exato momento”, disse o cineasta.

“Esta história, que pensávamos ser um reflexo do nosso passado e, aos poucos, compreendemos que era também um filme sobre o nosso presente”, acrescentou Salles. “À medida que o clima da época começou a mudar, acho que foi isso que realmente uniu toda a equipe e os atores.”

“Tivemos a impressão de que estávamos fazendo um filme para os dias atuais e não apenas um filme voltado para o passado da ditadura brasileira”, completou o diretor.

Assista à íntegra da entrevista à CNN:

Baseado no livro de mesmo nome escrito por Marcelo Rubens Paiva, o filme conta a história real da família do escritor quando seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva, foi levado pelo regime durante a ditadura militar.

A partir deste momento, é Eunice Paiva quem assume o protagonismo enquanto tenta descobrir o paradeiro do marido e continua cuidando dos filhos. Eunice se tornou um dos maiores símbolos de luta dos familiares dos desaparecidos durante o regime militar no Brasil, ela se formou advogada e fez carreira como defensora dos direitos das comunidades indígenas no país.

“Ainda Estou Aqui” concorre ao Oscar 2025 em três categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. A premiação será realizada em 2 de março.

“Ainda Estou Aqui”: quem foi Rubens Paiva, personagem de Selton Mello

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